Komka, ele faz o Techno de Brasilia
1 – Como vao as festas em Brasilia atualmente?
Estamos num momento menos intenso que nos anos anteriores. são menos projetos acontecendo, porém mais duradouros. o 5uinto, noite que faço às quintas-feiras, completará 3 anos dia 7 de junho e já está chegando na marca das 140 edições. tem gente fazendo festas também às sextas-feiras. porém brasília continua sem clubes e também não temos mais grandes festivais.
2- Quando voce comecou a desenvolver projetos com a musica?
Comecei a trabalhar com a música eletrônica em 2002. a fazer DJ sets, promover noites e também produzir músicas.
3- Quais os maiores aprendizados com o seu selo?
Estou entendendo melhor o mercado internacional e o funcionamento das coisas. pra mim, ter criado a crunchy music foi a melhor coisa, pois eu posso lançar o que acredito. e às vezes, o que gosto foge um pouco do momento atual da música eletrônica, do que mais está sendo lançado por aí.
4- Parece-me que atualmente poucos nucleos fazem techno e house, o resto e bem pop ?
Sim. temos bastante festas comerciais por aqui, que exploram quase sempre os mesmos artistas, que são geralmente de grandes agências.
5- Como essas festas pop colaboram com o mercado regional ?
Eu não acredito que colaborem, pois não introduzem nada novo e trabalham sempre com o mesmo grupo de DJs locais.
6- Best seller do seu selo
M.Tahan – Elephant
7- O que voce usa para produzir?
Ableton live, Virus TI, Moog Little Phatty, controladores e plugins.
8- O que acha de uma comunidade de musica gratis ?
Depende. se a mp3 estiver em baixa qualidade, acho válido, como forma de divulgação. porém se estiver em alta, acho que desvaloriza a música, o trabalho em si. desde que foi introduzida a mídia digital, já houve essa desvalorização. sinto que os DJs não trabalham mais as músicas como antigamente. antigamente compra-se um disco e tocava durante meses. hoje em dia a música tem um prazo de validade mais curto. poucas pessoas compram. a maioria baixa gratuitamente. então o artista não recebe, nem o selo. acaba tornando-se um trabalho sem muito retorno, com as expectativas voltadas para as gigs, para os shows, e não mais para a venda da música.
8- Dica para novos djs, selos e promoters
Acho imporante essa busca por identidade. sinto falta disso. às vezes vejo vários DJs tocando a mesma coisa, selos lançando mais do mesmo e promoters trabalhando sempre os mesmos nomes. tem tanta gente envolvida, tanto artista, tanto selo, tanta festa que, se não buscarmos um diferencial, não conseguiremos destaque em meio a tantas opções. sugiro que saiam um pouco do beatport e comecem a pesquisar música eletrônica de 10, 20, 30 anos atrás. isso é um refresco para a mente! particularmente, me inspira…
9- Links Uteis





[...] homem que faz o techno de Brasilia (Confira entrevista aqui), celebra 3 anos de selo e inaugura festa oficial do Label Crunchy [...]
[...] This post was mentioned on Twitter by michel palazzo. michel palazzo said: Komka, ele faz o Techno de Brasilia http://bit.ly/97WwUm [...]
Komka
adoramos a entrevista..
mas o lance da comunidade gratis, e para divulgar o artista. ele ganha com gig, atualmente
[...] Komka, ele faz o Techno de Brasilia [...]
Grande Komka,todo dia falo q vou no Velvet.E soh pra ver o show dele mas nunca vo HEUHEUHEUHEU
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